sábado, 28 de julho de 2012



LAVANDA





Então vamos começar nossa jornada pelos óleos essenciais falando um pouco de um dos óleos mais utilizados na aromaterapia, e dos mais utilizados através dos tempos: o óleo essencial de Lavanda!
Abaixo transcrevo boa parte da sessão do livro “Óleos que Curam” de Wanda Sellar (Rio de Janeiro: Nova Era, 2002.), que conta para nós um pouco sobre o óleo essencial de lavanda, seus usos, história e propriedades:


Parte utiltizada: Flores
Nome latino: Lavendula officinalis
Nota: Média
Extração: Destilação

Aroma:
Floral, suave e fresco com um toque amadeirado
Características:
Existem algumas variedades dessa delicada planta que se desenvolve de forma selvagem no Mediterrâneo – a Lavendula officinalis é considerada a mais perfumada. Encarapitadas em longos caules, as minúsculas flores de longos caules, as minúsculas flores de tonalidade roxo azulada são cobertas de filamentos em forma de estrela, e as folhas finas tem uma tonalidade cinza-esverdeada. A lavanda é amplamente cultivada na Inglaterra, na França e na Iuguslávia.

História e mito: É um dos óleos essenciais mais conhecidos na aromaterapia e usado para fins curativos desde tempos imemoráveis. Durante séculos, sachês de lavanda foram colocados nas gavetas de roupa de cama para evitar mofo e afastar os insetos – suas propriedades inseticidas eram bastante evidentes. Também era apreciado por sua qualidade anti-séptica pelos romanos, que usavam-no nos banhos e para limpar ferimentos, confirmando a correspondência com o vêrbo latino lavare. Acreditava-se que a lavanda poderia curar formas mais brandas de epilepsia.
               A água de lavanda era popular no período elisabetano e na dinastia Stuart. Também era o perfume preferido da rainha Maria Henrietta, esposa do rei Charles I. A lavanda inglesa foi cultivada durante muito tempo ao redor de Michum, em Surrey, embora seja hoje amplamente cultivada em Norfolk. Suas marailhosas propridades dermatológicas foram descobertas quase acidentalmente pelo químico frencês  Gatefosse, no início do século XX. Confere magnífico sabor exótico a alguns pratos franceses e marroquinos.





Precauções:
algumas pessoas com hipotensão arterial podem sentir um leve entorpecimento e sonolência após o uso desse óleo. Também é um emenagogo e portanto deve ser evitados nos primeiros meses de gravidez.

Mente: Rudolf Steiner sugeriu que a lavanda estabiliza os corpos físico, etérico e astral, o que indica um efeito positivo sobre problemas psicológicos. Parece limpar e tranquilizar o espírito, aliviando a irritação e o esgotamento, resultando em uma abordagem mais calma da vida. Sua ação equilibradora sobre o sistema nervoso central pode ser valiosa em estados de psicose maníaco depressiva.
Corpo:
Tem ação sedativa sobre o coração e ajuda a baixar a pressão arterial em caso de hipertensão e a reduzir as palpitações. É reconhecido há muito tempo por proporcionar um alívio eficaz em casos de insônia.
 Suas qualidades analgésicas são eficazes em caso de espasmo muscular, por isso pode ser benéfico em tratamento de torções, distensões e fortes dores reumáticas. Uma mistura com manjerona aumenta o efeito. É benéfico para o sistema respiratório e trata problemas como bronquite, asma, acúmulo de catarro, resfriados, laringite, e infecções de garganta. Ajuda a aliviar os efeitos da tuberculose,
É útil no tratamento de problemas menstruais, como menstruação escassa ou cólicas. Pode ser útil no parto, aliviando a dor e agilizando a expulsão. A massagem na parte inferior das costas ajuda a expelir a placenta.
 Acredita-se que limpa o baço (que parece ser a sede da raiva) e o fígado. Aumenta a secreção gástrica e pode ser benéfico para os casos de náusea, vômito, cólica e flatulência. Estimula a produção de bílis, o que ajuda a digestão de gorduras.
É reconhecido como inseticida e, portanto, afasta o mofo e os insetos. Também acredita-se que trate mordidas de cachorro e purifique o ar.


Efeito na pele:
É valioso para a maioria dos tipos de pele, pois aumenta o desenvolvimento de novas células e exerce uma ação equilibradora sobre a oleosidade. Tem grande efeito cicatrizante em queimaduras em geral e nas causadas pela exposição ao sol, além de ser benéfico para os casos de acne, eczema e psoríase. Acredita-se que cure abscessos, furúnculos e espinhas, pois minimiza tumores causados por fungos, inchações, cicatrizes e feridas gangrenosas. Também é um tônico capilar eficaz.


Algumas misturas harmônicas: Louro, bergamota, camomila, citronela, esclaréia, gerânio, jasmim, limão, mandarina, noz moscada, laranja patchuli, pinho, tomilho e alecrim.



Fonte das imagens: Google

sábado, 21 de julho de 2012


Um pouco sobre AROMATERAPIA





      A aromaterapia, como seu próprio nome diz é uma terapia através dos aromas das plantas. Na verdade, o que é extraído é o óleo essencial da planta, que é como se fosse a identidade da planta. Esse óleo pode ser extraído das flores, das cascas dos frutos, das folhas, dos caules ou das raízes. Dependendo da espécie retira-se de uma parte diferente, ou pode ser retirado de várias partes da mesma planta. É no óleo essencial onde estão mais concentradas as propriedades da planta, por isso ele tem uso terapêutico. Há diversos usos possíveis para os óleos essenciais, sendo alguns deles a massagem, aromatização de ambientes, cataplasmas, banhos, etc. 
      Os óleos essenciais, por serem muito concentrados, nunca devem ser usados diretamente sobre a pele, pois podem causar séria irritação, e também porque a concentração que entraria na corrente sanguínea seria muito alta, podendo sobrecarregar seriamente e intoxicar alguns de nossos órgãos vitais. Por isso, no caso da massagem, devem ser diluídos no que chamamos de óleos base, os quais temos como exemplos: semente de uva, amêndoas e gérmen de trigo. 
      Os aromas, ou óleos essenciais, não atuam somente a nível físico, eles atuam também em nossa mente e emoções. Cada diferente óleo é capaz de provocar um estado mental específico e despertar emoções quando entramos em contato com seu aroma, por isso sua ação terapêutica é bem profunda, pois ocorre em vários níveis. Podemos usar mais de um óleo essencial ao mesmo tempo, combinando-os no que chamamos de blends, que são composições de dois ou mais óleos essenciais. Porém para combiná-los é desejável ter algum conhecimento sobre os óleos e suas propriedades, para não misturar óleos que não “combinam” entre si, normamente por terem propriedades antagônicas. Por exemplo, não seria nada bom fazer uma combinação onde um deles contribui para euforia outro para a sedação, para isso é preciso conhecer as propriedades dos óleos, e também é importante fazer uma interação harmônica entre as diversas partes das plantas, já citadas (raiz, flores, frutos, etc) o que tem a ver com o grau de volatilidade (velocidade de evaporação) do óleo, e que dependendo da parte da qual o óleo foi extraído são chamadas de notas básicas, médias e altas. As básicas são as menos voláteis, geralmente, são resinas ou extraídos das raízes, notas médias geralmente provém das folhas, e notas altas geralmente são provenientes das flores e frutos. Ao se formular um blend é importante fazer uma combinação harmônica entre as notas. 
      Agora que já sabemos o básico sobre os óleos essenciais, podemos explorar um pouco mais detalhadamente características e propriedades de óleos essenciais específicos, para isso eu transcreverei alguns capítulos do maravilhoso livro de Wanda Sellar (Óleos que Curam), do qual gosto muito, pois ela conta um pouco sobre as história e origens de cada planta da qual se extrai o óleo, cita as partes utilizadas e explana um pouco sobre todas as esferas de uso de cada óleo: corpo, mente e emoções, ao final ainda lista as possíveis combinações do óleo em questão com outros. 
      Assim vamos aos poucos conhecendo alguns dos óleos bastante utilizados no mundo da aromaterapia. Uma coisa importante ao comprar óleos essências é pesquisar sobre a empresa para escolher uma marca na qual se possa ter confiança quanto à origem e transporte, caso contrário você pode não estar comprando óleo essencial puro, ou comprar um produto que pode ter sido armazenado em condições inadequadas durante o transporte, recebendo calor ou claridade. Tendo estes cuidados é só usufruir das maravilhas da aromaterapia!

fonte da imagem: google.

terça-feira, 10 de abril de 2012




A  Yoga Massagem Ayurvédica



A Yoga Massagem Ayurvédica é uma técnica desenvolvida pela Mestra Indiana Kusum Modak, hoje com 73 anos de idade. Esta massagem, como seu próprio nome diz, é uma combinação da massagem ayurvédica com o yoga, no caso, os alongamentos e trações do yoga são unidos aos deslizamentos da massagem ayurvédica, trazendo como resultado uma massagem que trabalha profundamente a musculatura, as articulações, e portanto a flexibilidade de todo o corpo, proporciona também aumento da capacidade respiratória, estimula a circulação sanguínea, proporciona relaxamento profundo após a sessão e aumenta a energia vital, o que resulta na melhora de muitos aspectos da vida cotidiana, já que o resultado é um corpo mais desperto, energizado, pronto para a ação e uma mente mais clara e tranquila.




Como é feita a massagem:
A massagem é feita com óleo vegetal e pó vekhand, que é o pó da raiz de uma planta chamada calamus, que tem propriedades anti-sépticas e estimula a circulação sanguínea, ajudando na desintoxicação e aquecendo a musculatura que vai receber os alongamentos. 
O terapeuta trabalha tanto com as mãos quanto com os pés. O trabalho com os pés é feito nas costas e na parte posterior das pernas.


Como é uma sessão de Yoga Massagem Ayurvédica:

A sessão dura aproximadamente uma hora. O trabalho sempre incia-se nas costas, então são trabalhados braços, pescoço, pernas, posturas na posição sentada, e então a parte da frente do corpo, dando continuidade na parte frontal das pernas, então subindo para o tronco: barriga, peito, braços, novamente o pescoço, cabeça e face. Sempre o corpo é primeiro aquecido com óleo e pó, e então entra-se com as manobras específicas para cada região do corpo e para cada caso e cliente. O cliente deve manter-se desperto durante toda a sessão, com a atenção presente na respiração, que de deve ser profunda, ritmada e lenta. As manobras são intensas, e faz-se necessária comunicação entre cliente e terapeuta, é um trabalho em conjunto. Não é uma massagem para se fechar os olhos e relaxar durante o trabalho. O relaxameto vem depois, e é profundo, mas é o coroamento do trabalho.


Quais são os benefícios da Yoga Massagem Ayurvédica:

Os benefícios que a massagem pode proporcionar são, de fato, inúmeros, alguns deles são:
-Realinhamento postural
-Melhora na respiração
-Flexibilização das articulações de todo o corpo e amplitude dos movimentos
-Relaxamento e melhora do tônus da musculatura
-Desintoxicação do organismo
-Aumento da vitalidade
-Redução do estresse
-Aumento da imunidade
-Melhora o funcionamento dos órgãos internos
-Estimula a micro-circulação e hidratação da pele
-Melhora da agilidade mental, o que é um resultado da maior oxigenação dos tecidos


Os benefícios são somente físicos?

Não, os benefícios da massagem se dão também em outros níveis. A memória de muitas experiências emocionais, algumas delas traumáticas, podem ficar gravadas no corpo, por vezes na forma de nódulos de tensão, músculos enrijecidos, regiões sensíveis à dor, desvios posturais, etc Ao tocar o corpo, é possível acessar e trabalhar essas memórias, ressignificando-as e transformado-as. Caso venha alguma emoção à tona durante a sessão, é importante deixar-se sentir, permitir-se receber o que quer que venha sem tentar reprimir, mas liberar. Fomos muitas vezes ensinados a reprimirmos o que sentimos, e muitos de nós instruídos desde criança a não chorar, não sentir raiva, a esconder a tristeza, e até a esconder a alegria, cada um, de acordo com sua história “construiu” um corpo, e algumas vezes é preciso desconstruir certas crenças e “modos de funcionar” para reencontrar a saúde, que de acordo com a kusum, é o estado de stress zero, onde não há tensão alguma.






Como surgiu a Yoga Massagem Ayurvédica: Um pouco sobre Kusum Modak:

Kusum criou a Yoga Massagem Ayurvédica unindo estas duas práticas que fizeram parte de sua vida de forma muito especial cada uma. Kusum tinha muitos problemas de saúde e problemas na coluna, e tentou muitas coisas que não lhe ajudaram muito, até que no yoga, com o Mestre Iyengar, Kusum finalmente encontrou ajuda de valor, e aos poucos foi ficando cada vez mais saudável e seguiu a prática do yoga com Iyengar por mais de 20 anos. A massagem entrou na vida de Kusum de outro modo: uma amiga sua do yoga não estava muito bem, e queria saber de alguém que trabalhasse com massagem, então a mãe de Kusum sugeriu o mestre Limaye, que era bem conhecido na área. Kusum foi acompanhar sua amiga, Limaye se aproximou de Kusum e perguntou sobre ela e se queria aprender o que ele fazia, desse dia em diante, Kusum passou a ir todos os dias por um ano, assisti-lo trabalhar em sua arte, e assim aprendeu a massagem ayurvédica. Aos poucos, Kusum começou a introduzir alguns alongamentos do yoga nas sessões de massagem, e conforme iam dando excelentes resultados com seus clientes, assim prosseguiu, sempre aprendendo com o corpo de cada cliente, sempre criando, introduzindo manobras novas no trabalho. Assim se fez a Yoga Massagem Ayurvédica.